quarta-feira, 31 de agosto de 2011

M. C. Escher (1898 - 1970)

Mauritus Cornelis Escher, nasceu em Leeuwarden na Holanda em 1898,  faleceu em 1970  e dedicou toda a sua vida às artes gráficas. Na sua juventude não foi um aluno brilhante, nem sequer manifestava grande interesse pelos estudos, mas os seus pais conseguiram convencê-lo a ingressar na Escola de Belas Artes de Haarlem para estudar arquitectura. Foi lá que conheceu o seu mestre, um professor de Artes Gráficas judeu de origem portuguesa, chamado Jesserum de Mesquita. 

Com o professor Mesquita, Escher aprendeu muito, conheceu as técnicas de desenho e deixou-se fascinar pela arte da gravura. Este fascínio foi tão forte que levou Mauritus a abandonar a Arquitectura e a seguir as Artes Gráficas. Quando terminou os seus estudos, Escher decide viajar, conhecer o mundo! Passou por Espanha, Itália e fixou-se em Roma, onde se dedicou ao trabalho Gráfico. Mais tarde, por razões políticas muda-se para a Suíça, posteriormente para a Bélgica e em 1941 regressa ao seu país natal. Estas passagens por diferentes sítios, por diferentes culturas, inspiraram a mente de Escher, nomeadamente a passagem por Alhambra, em Granada, onde conheceu os azulejos mouros. Este contacto com a arte árabe está na base do interesse e da paixão de Escher pela divisão regular do plano em figuras geométricas que se transfiguram, se repetem e reflectem, pelas pavimentações. Porém, no preenchimento de superfícies, Escher substituía as figuras abstracto-geométricas, usadas pelos árabes, por figuras concretas, perceptíveis e existentes na natureza, como pássaros, peixes, pessoas, répteis, etc.

Uma homenagem ao mestre M.C. Escher

Grandes artistas vivem eternamente através de suas obras. O nome pode até ficar esquecido atrás de quadros ou embaixo de esculturas, mas a arte jamais é deixada de lado. Nas obras de M.C. Escher (1898-1970) isso fica claro. Seus desenhos servem como proteção de tela para computadores, enfeitam casas e encantam o público. Mas, poucos sabem que M.C. é abreviação de Maurits Cornelis.

O artista gráfico holândes apresenta desenhos com efeitos de ilusão de ótica. Sem qualquer tecnologia, ele nos apresenta uma linguagem 3D feita no plano bidimensional. O efeito é tão bem feito que as imagens parecem ter movimento. Abusando da geometria, o estudante de arquitetura que se apaixonou pela arte gráfica, coloca diferentes pontos de vista em uma só obra.

Como mestre do ilusionismo gráfico, Escher criou um universo fantástico, que só seria possível no papel, ou não? Um homem tentou provar que é possível trazer uma das construções do artista para o mundo real. A obra em questão é “Cachoeira”, que apresenta uma queda d’água sem começo ou fim. No vídeo, você vai poder assistir a tentativa de reproduzir essa obra.

Uma exposição para sair incomodado

Já ouviu a frase: "What have been seen cannot be unseen"? Pois é mais ou menos esse o efeito das obras de Escher. Com detalhes escondidos, ambiguidades, duas imagens formando uma só e impossibilidades (muitas aliás), os desenhos do artistas remetem a um mundo onírico que nos fazem olhar várias vezes até conseguir entender como ele fez aquilo.
Ao olhar para um quadro e ver a imagem de vários animais e símbolos logo você vai reparar que nos vazios que circundam o corpo dos animais existem outras figuras e você nunca mais verá o quadro da mesma forma que viu a primeira vez.
Muitas vezes parece que os mind tricks ocorreram por acidente, como alguém que pinta quadrados de preto e branco de forma intercalada em duas extremidades opostas, sem medir se vai dar certo o encontro no meio. Difícil de entender? Difícil mesmo é tentar achar uma explicação para o que passou na cabeça do pintor holandês na hora que estruturava a sua arte óptica.
Se você é fanático por essas coisas distorcidas, diferentes e que causam até um inconformismo quando caímos nas pegadinhas do artista (todos adoramos testar nossa velocidade de sacar as coisas), não pode deixar de ir na exposição "O Mundo Mágico de Escher".
Com uma estrutura de três andares para apresentar 95 obras do artista, o visitante poderá se revoltar com diversas modalidades técnicas, como desenhos, gravuras em madeira e pedra.
Ainda serão montadas duas obras interativas e se você não quiser saber o spoiler, não leia esse parágrafo: Uma chama-se “Poço do Infinito” onde  se passa por um corredor cujo chão remete a algo sem fim, provocando a sensação de queda. A outra é  “A Sala do Impossível” onde claramente se vê um gato, um livro e uma cadeira em ordem....até o momento que você se mexer e todos sumirem no espaço.
A exposição será realizada no Centro Cultural Banco do Brasil que fica na Rua Álvares Penteado, 112 com entrada gratuita e vai do dia 17 de abril a 19 de julho e é imperdível para qualquer um que ame a loucura, a arte ou os dois!



Convex Concave














   

É uma saliência ou uma depressão?











terça-feira, 30 de agosto de 2011






Mobius Strip


Embora não pareça, as formigas estão andando todas na mesma direção.





Simmetry


















um dos inúmeros estudos de simetria de Escher.